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A administração pública municipal está no front de muitas das questões mais urgentes que afetam a vida cotidiana dos cidadãos. Seja em situações de desastres naturais, surtos de doenças, ou crises financeiras e sociais, a resposta eficaz e tempestiva dos municípios é essencial para manter a ordem, proteger a população e garantir a continuidade dos serviços.
No entanto, gerir uma crise requer mais do que simplesmente reagir a eventos à medida que ocorrem; requer planejamento, coordenação, e a capacidade de tomar decisões difíceis sob pressão.
A complexidade da gestão municipal contemporânea, dada a sua proximidade com as necessidades e expectativas dos cidadãos, exige competências robustas e flexíveis em gestão de crises.
Os gestores municipais não apenas enfrentam desafios imediatos, mas também devem considerar o impacto de suas decisões no longo prazo. Nesse contexto, é vital compreender os principais elementos da gestão de crises no nível municipal e como eles podem ser aplicados de forma eficaz.
Antes de qualquer situação emergencial ocorrer, o planejamento e a preparação são essenciais. Ou seja, os municípios devem ter planos de contingência estabelecidos para diferentes cenários de crise. Estes planos devem ser revisados e atualizados regularmente, envolvendo todas as partes interessadas relevantes, desde agências de emergência até organizações da sociedade civil.
Durante uma crise, a comunicação torna-se vital. A administração pública municipal deve estabelecer canais claros e confiáveis de comunicação com os cidadãos. Desse modo, informando-os sobre a situação atual, as ações que estão sendo tomadas e as recomendações ou ordens específicas para a segurança pública.
Em situações de emergência, o tempo é essencial. Os gestores devem ser capazes de tomar decisões rapidamente, mas com base em informações precisas e atualizadas. Ter sistemas em vigor para coletar e analisar informações em tempo real é crucial para uma resposta eficaz.
A natureza multifacetada das crises muitas vezes exige uma resposta coordenada de vários departamentos e agências. A capacidade de coordenar eficazmente entre diferentes entidades, garantindo que todos estejam alinhados, é fundamental para gerir situações emergenciais.
Após a resolução de uma crise, é crucial realizar uma análise pós-ação. Isso ajuda a identificar o que funcionou bem, o que poderia ter sido feito de forma diferente e como se preparar melhor para crises futuras.

A Receita Estadual do Paraná implementou uma ferramenta de fiscalização que visa aprimorar a transparência e a conformidade tributária das empresas que operam no Estado. Novas funcionalidades voltadas especificamente a empresas optantes pelo Simples Nacional foram acrescidas neste mês à malha fiscal do Fisco paranaense.
Elas permitiram um aumento significativo nas suspensões de emissão de notas fiscais por empresas no Paraná por conta de indícios de irregularidades. De janeiro a agosto de 2023, mais de 820 empresas foram suspensas, ao passo que em todo o ano de 2022, o total havia sido de 454. Somente neste mês de agosto, em que as novas funcionalidades passaram a funcionar, 457 empresas do Simples Nacional foram identificadas na malha fiscal e tiveram sua emissão de notas fiscais suspensa.
O Simples Nacional é um regime tributário simplificado, destinado a micro e pequenas empresas. Ele unifica vários impostos em uma única guia de pagamento, o que facilita a gestão tributária dos empreendimentos. No entanto, como medida de proteção contra possíveis abusos neste regime, a Receita Estadual criou o novo sistema de malha fiscal que examina de forma minuciosa operações das empresas para identificar irregularidades fiscais.
O sistema de malha fiscal foi implementado com o objetivo de coibir atividades suspeitas de infrações tributárias por parte das empresas do Simples Nacional, principalmente emissão de notas fiscais de vendas incompatíveis com o montante de compras.
Em um período analisado de 90 dias, por exemplo, verificou-se que as empresas suspensas haviam gerado notas fiscais em valor total de R$ 300 milhões; por outro lado, as aquisições dessas empresas somavam apenas R$ 7 milhões em 180 dias, discrepância que foi detectada pelo sistema como um indício de não conformidade fiscal.
“Além disso, foram identificadas vendas de produtos importados, sem o devido processo legal de importação, configurando descaminho ou até mesmo contrabando em alguns casos”, comenta Yukiharu Hamada, coordenador da Assessoria do Simples Nacional.
EMPRESAS FICTÍCIAS – Antes da implementação da nova ferramenta, os sistemas e processos da Receita Estadual direcionavam-se primordialmente à identificação de empresas fictícias, conhecidas como “noteiras”, que operam sob o regime tributário normal. São empresas que emitem notas fiscais sem efetivamente realizar transações comerciais, e são utilizadas para evasão fiscal.
“Práticas como o descaminho e a evasão fiscal prejudicam não apenas o Fisco, mas também a economia do Estado e a concorrência leal entre empresas”, salienta Lhugo Tanaka Junior, chefe do Setor de Documentação Fiscal Eletrônica da Receita Estadual.
Ele explica que a suspensão prévia da emissão de notas evita que empresas irregulares continuem operando por longos períodos, algo que pode gerar passivos tributários significativos e exigir processos de recuperação fiscal onerosos e de resultado incerto.
“A malha fiscal também faz parte dos esforços da Receita Estadual para garantir a isonomia econômica entre as empresas que atuam no Paraná, combatendo a sonegação fiscal e promovendo uma concorrência justa no mercado”, diz Estêvão Ramalho, coordenador da Inspetoria Geral de Fiscalização (IGF).
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – O próximo passo da Receita Estadual, já em desenvolvimento pela Assessoria e Gerência do Ambiente Analítico (AGAA) e pela IGF, é o lançamento de um sistema de malha fina que utilizará inteligência artificial (IA) na detecção de operações suspeitas de sonegação, descaminho, contrabando e outras irregularidades fiscais.
“Este avanço promete reforçar ainda mais a capacidade de fiscalização e garantir o cumprimento das obrigações fiscais por parte das empresas que operam no Paraná”, diz David Saraiva, chefe da Assessoria do Ambiente Analítico.

Experiências em cidades francesas, visando oferecer transporte público gratuito, estão sendo executadas e servem de referências para grandes centros metropolitanos no mundo. Especialistas acreditam que essas alternativas necessitam serem testadas nas cidades. São modelos importantes para o desenvolvimento da mobilidade urbana, logística e para populações dos países. Entretanto, divergem em diversos pontos, sobre as formas de aplicação desse modelo de gratuidade no transporte.
A cidade de Dunquerque no norte da França realizou em setembro de 2018, uma transformação silenciosamente radical: tornou seu sistema de transporte público gratuito. Essa experiência foi coordenada pelo prefeito Patrice Vergriete, que tem doutorado em planejamento urbano. Com essa iniciativa a cidade se tornou a maior da França a abolir as tarifas das redes de transporte locais. Dessa forma beneficiando aos 200 mil habitantes da área metropolitana oferecendo acesso gratuito a 18 rotas de ônibus.
Importante benefício gerado com a eliminação da tarifa, com esse novo modelo, foi à política revitalização do antigo porto industrial de Dunquerque. Também essa mudança ajudou a reduzir as emissões de carbono. Esses dados foram constatados por um estudo realizado pela entidade independente denominada Observatório de Cidades com Transporte Gratuito.
Todo esse cenário de modalidade urbana e gratuita de transporte em Dunquerque, tem seus custos de financiamento. Foi financiada por aumento no imposto sobre empresas. O número de passageiros aumentou em 60% durante a semana e dobrou nos fins de semana, com quase 50 mil viagens feitas por dia. A pesquisa também mostrou que dos novos usuários, 48% afirmaram usar regularmente a rede de transporte público ao invés de carros.
Segundo Arnaud Passalacqua, professor da Escola de Planejamento Urbano de Paris e um dos pesquisadores do estudo, esse modelo é um sucesso evidente, mesmo que esteja na fase inicial. “É um sinal de que o transporte público gratuito poderia funcionar em uma escala maior”, salienta. Temos uma nova onda de apoio à ideia do transporte gratuito na França. Essas mudanças estão baseadas, na criação de redes de transporte mais sustentáveis e ecológicas. “É preciso implementar modelos de transportes que ajudem as comunidades mais necessitadas”, diz Passalacqua.
Existem vários defensores dessa ideia de tornar o transporte público gratuito. Eles afirmam que, esse modelo reduziria as emissões de carbono e a poluição do ar, aliviaria as pressões sobre as famílias desfavorecidas. Além disso, criaria um sistema de financiamento mais resiliente para o futuro.
Aparecem críticos que protestam contra a ideia de abolir as tarifas. Eles apontam os grandes desafios de custo e infraestrutura envolvidos na transferência de uma política testada em pequenas cidades para serem aplicadas em grandes centros metropolitanos. Questionam esse modelo em grande cidade. A pergunta principal é: Cidade grande, como Paris ou Londres, poderia replicar o modelo de tarifa gratuita de Dunquerque? Portanto esse tema divide opiniões. Então, será que vale a pena para as grandes cidades incorporar o transporte público gratuito? – Esse assunto está sendo debatido por especialistas em transportes, visando encontrar adequações e viabilidades para esse modelo de transporte, com total ou parcial gratuidade.
Esse modelo de transporte na França já é uma realidade para centenas de milhares de pessoas em mais de 30 municípios. No ano de 1971, em Colombiers, subúrbio de Toulouse, foi realizada a primeira experiência de acabar com as tarifas na Europa. Em 2013, a cidade estoniana de Tallinn se tornou a primeira capital da União Europeia (UE) a implementar essa mudança de gratuidade no transporte público. No ano passado, Luxemburgo, com sua população de 626 mil habitantes, foi o primeiro país a oferecer transporte público totalmente gratuito.
Essa experiência de transporte gratuito está motivando grandes cidades. Em Paris, o transporte público gratuito para menores de 18 anos foi introduzido no ano letivo de 2020. A cidade de Estrasburgo, a nona maior cidade da França, implementará a mesma política. Desde o mês passado, os quase um milhão de habitantes da região metropolitana de Nantes viajam gratuitamente nos finais de semana.
Seguindo com essa mesma ideia, adotando a gratuidade, a região da Occitânia, no sul da França, introduziu uma política segundo na qual, jovens de 18 a 26 anos que pegam o trem pelo menos 30 vezes por mês não precisam pagar. Nessa região do país, vivem cerca de seis milhões de pessoas. Tudo isso realizado com o duplo objetivo: ajudar os trabalhadores mais jovens e reduzir as emissões de carbono.
Estrasburgo é uma cidade que se preocupa com os altos índices de poluição. E o investimento em mobilidade e transporte público é fundamental para cidade. Conforme Alain Jund, vice-presidente de política de mobilidade, transporte, viagens e ciclismo da Prefeitura de Estrasburgo, “Em Estrasburgo, os níveis de poluição são muito altos e isso está relacionado ao tráfego de automóveis”, diz ele. Outro motivo para apostar no modelo de transporte cidade é a crise climática. “Também é um problema de saúde pública, estimamos que 500 pessoas em Estrasburgo, morram por ano devido à poluição”, alerta.
Vale salientar que razões socioeconômicas também são fatores importantes na política de Estrasburgo. O custo anual estimado de 6 milhões a 8 milhões de euros será coberto pelo orçamento geral do município. As famílias com dois filhos economizariam 550 euros por ano no custo da passagem, diz a prefeitura, oferecendo economias significativas que ajudariam famílias de baixa renda.
Os experimentos com transporte público gratuito, ainda têm sido em uma escala relativamente pequena. Dessa forma, torna muito mais fácil de gerenciar do que em uma cidade grande. Entretanto, os defensores da proposta, estimulados pelo apoio a iniciativas que combatem a crise climática, acreditam que agora é a hora de dar mais um passo adiante.
A pesquisa constatou que, embora a política levasse a um aumento de 6% a 10% no número de passageiros, custaria entre 2,2 e 3,3 bilhões de euros, e a qualidade do serviço da rede seria reduzida. Além disso, o uso de carros cairia apenas 2%, e o impacto na igualdade social seria limitado porque mais de um milhão de pessoas na região já se beneficiam de viagens gratuitas ou tarifas reduzidas. “A pandemia dificultou ainda mais o financiamento por causa dos orçamentos apertados”, acrescenta Lemaignen.

Amigos e amigas assinantes, um assinante nos pediu e estamos postando seu podcast.
Ele trata de bem estar, saúde e um debate inteligente sobre medicina no nosso pais.
Assistam e compartilhem.
À mesma medida em que o número de pessoas que moram de aluguel cresceu 135% nos últimos anos nos Estados Unidos, o país que representa a ambição da propriedade própria crava em 34% o índice de jovens adultos que afirmam que a casa própria está fora de seu alcance financeiro e objetivo principal de consumo. No Brasil, a demanda fez com que a quantidade de motoristas de aplicativo dobrasse desde 2018, com atuais 5,5 milhões de cadastrados — somente a Uber anuncia ter chegado a 30 milhões de usuários. Em outra pesquisa, 77% dos consultados com menos de 30 anos dizem preferir uma boa experiência a possuir um produto de qualidade. O final dessa conta é anunciado por relatório da Proficient Market Insights, que prevê que o mercado global da chamada Economia Compartilhada crescerá de R$ 550 bilhões em 2021 para R$ 3 trilhões em 2027.
É a vez dos:
* streamings no lugar de coleções de discos ou filmes,
* do Airbnb em vez da aquisição de casa para morar ou passar férias,
* dos aplicativos de transporte substituindo os carros.
O usar sob demanda em troca de possuir algo à disposição se tornou primazia junto à Geração Z, os nascidos na era digital, entre 1997 e 2012.
A Goldman Sachs Global Investment Research realizou pesquisa nos EUA com essa fatia da população e a conclusão é que gradualmente a preferência tenda à aquisição de serviços, não de bens de consumo.
Jeremy Rifkin, economista e escritor de best-sellers na área, afirma que a propriedade individual de automóveis será uma “anomalia” por volta de 2050, enquanto a norma será o compartilhamento.
“Quando sair de casa, vai ser para um apartamento pequeno ou para dividir, rachar as despesas. Não precisamos de grandes espaços”, diz Julia Lana, 22 anos, fotógrafa.
Dentro do conceito da geração que tende ao desapego, é possível criar uma categorização de princípios variantes do usufruir à frente do possuir. São eles:
* empreender,
* transformar o conceito de sucesso,
* prezar por experiências e não pela aquisição de bens.
“Estamos vendo que isso é meio supérfluo, que não possuímos tanto espaço para ter as coisas, como nossos pais. É uma saída mais rápida, alugar, acumular menos”, diz Luiz Eugenio de Almeida, 25 anos, chef de cozinha e sócio do Suramu Sushi, em São Paulo, que após passar por restaurantes premiados decidiu abrir o próprio negócio.
Ter outras opções de sustento, entretanto, sempre fez parte do Plano B. A Deloitte realizou estudo com as gerações Z e Millennial e um dos resultados foi que “42% da Z e 39% dos millennials agora têm um trabalho paralelo para sobreviver”, com intenção de tomada de protagonismo.

Tanto desapego, porém, às vezes traz certo ônus. Estudo da empresa Resume Builder aponta que três quartos dos profissionais em cargo gerencial nos Estados Unidos consideram funcionários da Geração Z “difíceis de trabalhar” e 27% já demitiram representantes da faixa etária no primeiro mês.
Parte do problema, contudo, pode estar nos empregadores. “Muitos das gerações anteriores não têm inteligência emocional ou habilidades de relacionamento para dar espaço às pessoas crescerem, serem ouvidas e encontrarem sentido no trabalho”, diz Carolina Costa Cavalcanti, doutora em Psicologia e Educação pela USP e professora da Fundação Dom Cabral.
As prioridades da nova população ativa não estão ligadas ao conhecimento técnico, apenas, mas ao bem-estar e ao fortalecimento das relações.
“Ela quer voltar para a casa de bicicleta, sair à noite com os amigos, fazer caminhada, ir à praia, não trabalhar aos finais de semana”, comenta Carolina. “A questão não é ignorar regras, mas não aceitar o que não faz mais sentido”, fala Almeida, que além do aumento do lucro tem no foco a liberdade, de gerenciar o tempo e ser criativo.
À medida que o poder aquisitivo do grupo continua a aumentar e os hábitos de consumo frugal ganham ritmo no mundo, a geração do desapego parece pronta para florescer.
Fonte: https://istoe.com.br/geracao-do-desapego-por-que-os-jovens-nao-querem-mais-acumular-bens/

A justiça de São Paulo tem suspendido cobranças de ITBI feitas por prefeituras, incluindo a da capital, em casos em que o contribuinte não teria sido chamado a participar de processo administrativo de avaliação do imóvel.
A disputa surgiu após o STJ ter definido, em fevereiro do ano passado, que o ITBI deve recair sobre o valor de mercado do imóvel – e não sobreo o valor venal do IPTU ou de referência, que é presumido pelo Fisco com base em estimativas de mercado ( Resp 1937821).
Leia matéria completa: https://valor.globo.com/legislacao/noticia/2023/09/04/justica-paulista-suspende-cobrancas-de-itbi.ghtml

Felicidade não é assunto para ficar em segundo plano. É tema essencial, pesquisado e analisado cientificamente. Nesse estudo o Brasil figura em 49º lugar no ranking feito com 103 países. Esses dados obtidos precisam ser compreendidos de forma ampla pelos países e seus habitantes. Dessa forma, é possível reunir forças na construção de melhores condições de vida no âmbito individual e coletivo da sociedade. Esse tema felicidade foi motivo de pesquisa no relatório mundial da ONU (Organização das Nações Unidas).
Importante destacar que a medição do Relatório Mundial de Felicidade se baseia em sete indicadores principais. Essa avaliação de vida é feita anualmente pelo Gallup. O instituto pergunta aos pesquisados qual nota, entre 0 a 10, eles dariam à sua vida. Ao final, a pontuação de felicidade mundial é calculada a partir da média de três anos das percepções de vida pesquisadas.
Dados dos países dos pesquisados também entram na equação. São eles PIB per capita, expectativa de vida saudável, liberdade, generosidade, apoio social e percepção de corrupção. Em relação ao levantamento feito em 2019, nosso país caiu 13 posições. O destaque nesse tema é a Finlândia, é a 6ª vez que o país nórdico fica como líder no levantamento de felicidade.
A pesquisa feita nos países analisados busca saber se os participantes sentem-se satisfeitos com cada uma dessas características que o estudo avalia. O resultado mostra que entre os vinte primeiros, há uma presença em peso desses países europeus que, de maneira geral, têm uma população que se encontra numa situação mais favorável, como indicam os organizadores. Esses são considerados os países mais felizes do mundo: 1 – Finlândia 2 – Dinamarca 3 – Islândia 4 – Israel 5 – Países Baixos 6 – Suécia 7 – Noruega 8 – Suíça 9 – Luxemburgo 10 – Nova Zelândia.
Esse tema felicidade também foi pesquisado na América Latina. As posições de destaque são Uruguai e Costa Rica, assumindo o 28º e o 23º lugar, cada um. Panamá (38º) e Chile (35º) também estão acima da posição do Brasil na lista. Em contraste, países do continente africano ficaram em posições bem no final. Encontram-se distribuídos nas últimas posições Burkina Faso (104ª), Gana (107ª), Namíbia (105ª) e Níger (109ª, o último lugar).
Segundo o Escritor e palestrante Arthur Brooks, professor da Universidade da Harvard, “A felicidade possui três elementos: prazer (o quanto aproveitamos a vida nos momentos de lazer, relaxamento e ócio), satisfação (o que sentimos quando somos recompensados de forma justa por um trabalho bem feito) e terceiro elemento é o propósito. Ele observa que muitas pessoas estão infelizes por não realizarem o trabalho conforme suas vocações. Nesse sentido o enfraquecimento do propósito, prejudica a motivação. Também provoca efeitos negativos na saúde física e mental dos brasileiros. Além de afetar as relações sociais familiares.
Essencial destacar que existe o Dia Internacional da Felicidade que foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) é comemorado em 20 de março. Implementado desde 2012, com o intuito de estimular políticas públicas a favor desse sentimento, em âmbito mundial. E para fazer valer o significado dessa data, uma das melhores maneiras é refletir sobre esse estado de espírito, sua presença em nossas vidas e como podemos conquistá-lo de maneira efetiva e duradoura.
A vida é uma passagem muito rápida que precisa ser apreciada com plenitude e sentido existencial. Os conceitos que cercam a felicidade são de variadas percepções individuais e coletivas, impactam conforme modelos de sociedade, formatos de educação e cultura.
Segundo a psicóloga Heloísa Capelas, especialista em autoconhecimento e inteligência emocional. “Se pensarmos que a felicidade é um sentimento que vem de dentro, já tem o primeiro passo para acessá-la. E para fazer este mergulho interior, o autoconhecimento pode ser o melhor companheiro de jornada”, disse a especialista.
Outro ponto importante ressaltado por Heloísa é viver o presente. “Como o próprio nome já diz, é o melhor que podemos fazer por nós mesmos. “Se não podemos mudar o que já foi e não temos como controlar o amanhã, viver no passado ou no futuro pode despertar grandes gatilhos de depressão e ansiedade”. O mundo é impermanente e a vida não nos dá garantias, existe apenas um momento para sermos felizes: agora”, enfatizou.

ChatGPT é uma sigla para Generative Pre-Trained Transformer. É um Transformador pré-treinado generativo de ampla funcionalidade tecnológica. Entre essas extensivas aplicações, o ChatGPT gera textos, cria diferentes tipos de conteúdos, traduz idiomas e responde a perguntas. Sua ação é de forma informativa com base em enormes conjuntos de dados, textos e códigos. Por possuir enorme capacidade de inovação, o Chat GPT desencadeia mudanças concretas e revoluciona setores inteiros na sociedade.
Importante destacar que já ocorrem muitas inovações e criações com a Inteligência Artificial (IA) generativa. Surgindo com o ChatGPT um grande mundo novo a ser desvendado, com potencial aplicabilidade. Outro fator constatado sobre IA generativa, é que ela consegue gerar conteúdo totalmente novo. Experiências mostram que a IA esboça sinais que podem indicar criatividade, algo que sempre foi considerado exclusivamente humano.
Chat GPT Ele foi criado por um laboratório de pesquisas em inteligência artificial dos EUA chamado OpenAI, com sede em San Francisco. Nesse período inicial existem riscos do uso inadequado e dilemas éticos a serem enfrentados. A empresa também reconhece que o ChatGPT ainda está em desenvolvimento e que o potencial de abuso sempre existe.
A popularidade do ChatGPT é impressionante. Esse modelo de Inteligência Artificial (IA) foi lançado em 30 de novembro de 2022 e rapidamente já possui mais de 100 milhões de usuários. A adoção da IA antes do ChatGPT, mantinha-se razoavelmente estável, segundo a pesquisa The State of AI da McKinsey. Em 2022, 50% dos respondentes que adotavam IA, na área de negócio, pouco mais que os 47% de 2018. Com impacto real na produtividade de diferentes setores, é provável que essa tecnologia altere radicalmente estes números. Ressaltando que esse crescimento também alerta sobre os riscos do uso indevido desse aplicativo no grande público.
Um ponto essencial no desenvolvimento da ferramenta tecnológica é a sua ampla capacidade para evoluir. O ChatGPT pode manter sua forma generalista e ainda se tornar especialista em uma variedade de temas. Os exemplos vão desde desenvolver blogs, esboçar designs de embalagens e atuar como suporte de pós-venda. Além disso, pode melhorar o desempenho financeiro de uma organização ou auxiliar um cirurgião em um procedimento complexo.
A finalidade da IA é reproduzir a linguagem humana. Em vez de humanos aprenderem linguagens de programação para interagir com a máquina, a IA generativa é quem aprende a linguagem humana. A base é um tipo específico de redes neurais artificiais chamada transformers, que é a tecnologia por trás do ChatGPT e de outros modelos similares. O GitHub Copilot auxilia programadores a escrever código, enquanto que o DALL-E é o gerador de imagens baseado em descrições.
O Chat GPT é uma ferramenta extremamente poderosa que pode ser usada para finalidades de práticas do bem ou para o mal. Importante estar ciente dos possíveis riscos associados ao Chat GPT.
– Riscos para privacidade. Se um modelo generativo memoriza características de um indivíduo e vaza essas informações, a privacidade do usuário pode ser comprometida.
– Riscos nos processos eleitorais. Se usada para induzir eleitores ao erro durante as eleições, a IA generativa pode gerar informações consideradas “fake news”. Nesse caso quem seria responsabilizado? Desse modo, estas tecnologias poderiam ser utilizadas para influenciar pautas e opiniões políticas.
O avanço da IA é rápido e amplo para todas as áreas da sociedade. Especialmente nos setores baseados na utilização da linguagem, como o jornalismo, o direito e a política. De um lado, a IA generativa pode empoderar pessoas comuns com ideias iniciais, conferindo criatividade e rapidez à inteligência humana. De outro modo, dada a velocidade das tecnologias digitais, difundidas instantaneamente, acompanhar essas mudanças pode ser assustador. Diversos dilemas éticos e legais surgem com essa nova tecnologia nas atividades profissionais.
Esse conjunto informativo tecnológico pode conter imprecisões. Portanto errar não é mais apenas humano. Embora tenhamos a sensação de que IA generativa é capaz de raciocinar, estes modelos apenas combinam informações, com um elaborado aparato estatístico. Como já foi constatado, às vezes o ChatGPT gera informações inteiramente incorretas e pode até dar origem a referências bibliográficas inexistentes. Como exemplo de erro informativo, uma reportagem recente mostrou a IA afirmando que o Brasil ganhou o Oscar várias vezes.

A poluição plástica associada ao crescente consumo desses produtos é preocupante para a humanidade. Essa expressiva procura por materiais plásticos está relacionada ao seu baixo custo. De modo especial pela alta durabilidade e resistência aos produtos químicos, radiação e pressão.
Devido ao consumo desses produtos feitos por esses polímeros, são geradas grandes quantidades de resíduos, que muitas vezes não são reciclados ou reutilizados. Sem o cuidado necessário, os plásticos são lançados de forma direta ou indireta no meio ambiente, causando também muitos danos para as pessoas.
Produção industrial de grande escala de plásticos no mundo
Especialmente as atividades industriais são consideradas altamente impactantes, pois são as principais fontes de inserção de plásticos no ambiente. O plástico é originado a partir de resinas derivadas do petróleo e compõe o grupo dos polímeros.
Dados da ONU (Organização das Nações Unidas) revelam que mais de 2 bilhões de toneladas de lixo são produzidas por ano na humanidade. Desse total, mais de 78 milhões de toneladas de resíduos sólidos têm origem só no Brasil. 14% são de plástico, o que torna o país o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos, China e Índia.
Muitos desses objetos são plásticos de uso único, como garrafas, sacolas, pratos, etc. Esses resíduos, ao serem descartados, podem terminar em um aterro ou, eventualmente, serem reciclados.
O problema é que os dados sobre reciclagem, segundo indica Greenpeace, não são muito animadores: de todo o plástico produzido em âmbito mundial até hoje, apenas 9% foi reciclado, contra 12% que foi incinerado e 79% que terminou em aterros ou diretamente no meio ambiente.
Dados do Ministério do Meio Ambiente mostram que cerca de 80% do lixo doméstico é composto por material reciclável, em sua maioria embalagens pós-consumo. O plástico representa 13,5% do total de resíduos sólidos gerados no país
O plástico atingiu as profundezas do planeta: o abismo Challenger, situado a 11.000 metros de profundidade. Local onde praticamente nem mesmo o homem é capaz de chegar. A descoberta é a melhor prova da dimensão do problema e de que chegou o momento de se conscientizar e fazer o possível para reverter essa situação.
Esse material plástico localizado nos oceanos se decompõe em micro fragmentos que são ingeridos pela fauna marinha. Como consequência chegue à nossa alimentação com consequências ainda desconhecidas para a saúde humana. Conforme estudo da FAO (A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) até 800 espécies de moluscos, crustáceos e peixes já sabiam o que era comer plástico.
Eles invadiram nossas vidas e são encontrados em todas as partes desse planeta. No ar que respiramos, na água das nascentes, na placenta e no leite materno.
Nano plástico é uma partícula de plástico com tamanho entre 1 e 1000 nanômetros, ainda menor que os micro plásticos. Produzida involuntariamente a partir da fabricação e degradação de objetos de plástico. Durante a lavagem das roupas, por meio do choque mecânico, as partículas de nano plástico se desprendem e acaba sendo enviadas para o esgoto, indo parar em corpos hídricos e no ambiente.
Já os micro plásticos são partículas minúsculas, com menos de cinco milímetros de diâmetro. A eliminação acontece a partir de materiais plásticos comuns. Podem ser encontrados no ar, na água e no solo a partir da decomposição de garrafas, embalagens, tinta e outros produtos feitos de plástico.
É fundamental aumentar a consciência das pessoas em relação ao uso e descarte do material. Resíduos plásticos descartados de modo indevido no meio ambiente contribui para entupimentos e enchentes, propicia condições de proliferação de vetores transmissores de inúmeras doenças, prejudica a navegação marítima e agride a fauna aquática.
Dicas importantes:
– Evite consumir alimentos armazenados em recipientes de plástico;
– Zere o consumo de itens de plástico supérfluos, como canudinhos, copos descartáveis e sacolas;
– Descarte corretamente e encaminhe para reciclagem;
– Não consuma animais marinhos e contribua com iniciativas que retirem redes de pesca e outros plásticos do mar;
– No lugar de tecidos de fibra sintética, como poliéster, utilize algodão orgânico;
Quando comprar alimentos, prefira aqueles que venham em embalagens de vidro, papel ou sem embalagens;
Recicle, reutilize e reaproveite.
