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Registro de imóveis em blockchain entra em fase de testes em dois municípios brasileiros

por ANAFISCO

Dizem por aí que o Blockchain está em todo lugar, e não tardou para a tecnologia chegar também no mercado de registro de imóveis. Atualmente, duas cidades brasileiras já estão se apoiando na tecnologia para iniciar os testes nesse segmento do mercado.

Cidades brasileiras iniciam testes para registro de imóveis com Blockchain

Duas cidades brasileiras, ambas no Rio Grande do Sul, Morro Redondo e Pelotas, já estão se preparando para serem as primeiras a testarem Blockchain no registro de imóveis. O anúncio foi realizado pela empresa Ubitquity, especialista na tecnologia.

De acordo com as mais recentes informações sobre a aplicação da tecnologia, o teste vai utilizar dados detalhados como proprietário, tipo de imóvel, número de parcelas e classificação do zoneamento (endereço completo) pelo Blockchain. O esforço visa, de acordo com os idealizadores, eliminar o quanto antes a obrigatoriedade de manter registros em papel para a operação, que passará a ser 100% computadorizada.

A maior vantagem da operação via blockchain é que os registros, quando armazenados em uma cadeia de bits do bitcoin, se tornam completamente imutáveis, ou seja, ficam seguros e livres de sofrerem ataques cibernéticos, roubos, fraudes, danos ou outros. Outro benefício expressivo do uso da tecnologia Blockchain no registro de imóveis é que ela representa uma desburocratização desse processo, que tende a ser lento principalmente pela quantidade de instituições e pessoas envolvidas (banco, cartório, antigo e novo dono).

Sabe-se também que a empresa Ubiquity supostamente fechou um acordo de exclusividade com os Cartórios responsáveis pelo Registro de Imóveis para fornecimento desse serviço. Se o teste funcionar conforme a expectativa, faz parte do objetivo da empresa franquear o software para o cartório e também para demais cidades que estejam interessadas em migrar para a nova tecnologia.

Podemos dizer que o Brasil está bem adiantado em fazer testes nesses moldes, uma vez que eles estão sendo paralelamente desenvolvidos em países de primeiro mundo, como é o caso da Suécia, por exemplo.

Atualmente, uma iniciativa muito similar em registro de propriedade está sendo realizada por lá. Basicamente, a autoridade responsável pelo registro de terras em Lantmäterie está testando o uso de tecnologia blockchain para registro envolvendo propriedades em uma região específica. Se der certo, a ideia é levar a tecnologia para o restante do país – o que deve acontecer antes do Brasil, por ser um país desenvolvido e muito menor em extensão territorial.

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Fonte: Grupo Editores do Blog.

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