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Inovações tecnológicas na agricultura urbana na Holanda

por ANAFISCO

A Holanda é o segundo maior exportador de produtos agrícolas do mundo, ficando atrás somente dos Estados Unidos. Apesar de pequeno em extensão, com seus 41.528 km², a Holanda conseguiu exportar US $100 bilhões em produtos agrícolas apenas em 2017. Mas como ela faz isso?

Primeiramente, o sucesso da Holanda na agricultura está no uso da inovação arquitetônica. 

A Holanda, também conhecida como Países Baixos por ter cerca de 27% de seu território e 60% da sua população localizados abaixo do nível do mar, sempre foi conhecida como a terra das bicicletas, dos moinhos de vento e das tulipas.

Agora, também é conhecida como o país do agronegócio.

Se na Califórnia existe o Vale do Silício, fonte inesgotável de novas startups, na Holanda existe o “Vale dos Alimentos”, que se trata de uma região imensa, utilizada para o cultivo de alimentos. Com uma peculiaridade: não se parece em nada a uma fazenda comum.

A poderosa Universidade de Wageningen, a Universidade do Agronegócio, é o cérebro por trás de toda essa arquitetura peculiar.

Como funciona a arquitetura da Holanda?

A agricultura da Holanda pode ser definida por uma imensa paisagem de 93 quilômetros quadrados de estufas, uma área 56% maior que toda a ilha de Manhattan.

Há mais de 20 anos, os agricultores holandeses abraçaram o ideal da agricultura sustentável, através de um programa nacional cujo lema era “Dobrar os alimentos com metade dos insumos”.

Conforme buscaram mostrar serviço, os cultivadores locais reduziram 90% do consumo de água em suas safras básicas e desde então já conseguiram eliminar quase todo o uso de pesticidas químicos nos cultivos das estufas e também cortar os antibióticos em 60% nas criações de frango e gado.

Hoje os holandeses são referência em agricultura, pois com seus métodos sustentáveis eles usam menos água e dessa forma cultivam mais alimentos e conseguem monitorar o uso de fertilizantes, fazendo muito mais com muito menos.

Quais são os métodos sustentáveis da Holanda?

  • Sob suas estufas de telhados de vidro, os especialistas utilizam um sistema hidropônico e energia geotérmica no cultivo dos alimentos.
  • As estufas utilizam em média 1,1 galões de água para cada 4,5 kg de tomate, destoando da média mundial que é de 25,6 galões.
  • A água usada no cultivo é toda vinda da chuva, armazenada em uma camada subterrânea de areia, como forma de garantir o uso durante os meses secos. 
  • No quesito pragas, quando elas surgem, são trazidos insetos para comê-las. Existem, inclusive, colmeias de papelão com abelhas para polinização.
  • Mas tudo isso só é possível pelo ambiente controlado, combinando o monitoramento de temperatura e umidade com uma baixa ameaça de contaminação e de pesticidas.
  • Os tetos das estufas, possuem vidros duplos que permitem uma maior retenção de calor e suas estruturas de aço modular permitem rápida expansão e adaptação, porém sem impedir que a luz natural chegue até o cultivo.
  • Empresas como a Duijvestijn Tomatoes conseguem surpreender ainda mais no quesito inovação. O CO2 canalizado até as estufas para ajudar no crescimento das plantas vem de uma refinaria de petróleo local da Shell.
  • Por fim, luzes LED garantem o crescimento dos alimentos cultivados durante a noite. 

Também é interessante mencionar que existe uma lei holandesa que diz que 98% da iluminação elétrica deve estar contida dentro das estufas, por esse motivo são utilizadas telas e cortinas opacas, como forma de reduzir a poluição luminosa.

Insegurança alimentar que poderá ser causada pelo aumento da população motiva adaptações na produção de alimentos

Conforme o crescimento da população segue acelerando, novas técnicas surgem e o entendimento sobre a necessidade de transformações arquitetônicas no campo aumenta.

Estima-se que até 2050 o mundo estará abrigando 10 bilhões de pessoas, contra os 8 bilhões atuais.

Concluindo, isso significa que, pensar em soluções como Holanda tem feito, sem dúvidas, pode ser a resposta para a questão que envolve a alimentação em um planeta cujo maior dilema, em breve, será a superpopulação.

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