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Hortas comunitárias nas cidades pelo mundo

por ANAFISCO

Na busca por reduzir o consumismo desenfreado e preservar o meio ambiente, as grandes metrópoles têm buscado formas de se reinventar de modo a serem mais sustentáveis. Saiba como as hortas comunitárias têm contribuído para isso.

Primeiramente é preciso entender como as hortas comunitárias podem auxiliar no objetivo de levar vida aos espaços urbanos.

As hortas comunitárias, além do fácil acesso a alimentos livre de agrotóxicos, também melhoram a qualidade do ar. Ou seja, aumentam a qualidade de vida dos moradores das comunidades e incentivando uma maior interação entre eles.

Em outras palavras, algumas hortas além de alimentarem seus moradores gratuitamente possuem a característica de que podem ser criadas em espaços como aeroportos. Outras ficam em tetos de prédios e para a surpresa de muitos, até mesmo em estações de trem.

A iniciativa da horta comunitária além de deixar a cidade menos cinzenta, também melhora a conexão entre as pessoas. Além disso, revitaliza espaços urbanos muitas vezes abandonados e proporciona o acesso à alimentos frescos e mais saudáveis.

Como funcionam as hortas comunitárias?

As hortas comunitárias normalmente são feitas em áreas públicas por voluntários que ajudam, tanto na organização, quanto nos processos de plantio dos alimentos.

Ao mesmo tempo em que os alimentos cultivados podem ser consumidos ou vendidos, seu funcionamento pode se dar de diversas maneiras, como em forma de horta compartilhada com um cronograma de trabalho que define quem vai trabalhar e o que será plantado.

Ou em alguns casos, cada família do projeto fica responsável por uma área destinada ao plantio individual, dando mais liberdade de escolha sobre o que será plantado no espaço. 

Hortas comunitárias visam a ocupação sustentável de terrenos ociosos e possuem como característica o fato de não se utilizarem de nenhum tipo de insumo químico ou veneno no plantio dos alimentos.

Hortas comunitárias pelo mundo

  • Berlim: Em Berlim os moradores cultivam tomates, batatas e reforçam seus vínculos como uma comunidade, em meio a uma comunidade cujo número se aproxima a 80 mil. 
  • Rússia: O país conta com uma estrutura que atende atualmente 72% de famílias moradoras de áreas urbanas, que compartilham os alimentos plantados entre a vizinhança.
  • Genebra: Em Genebra, na Suíça, hortas comunitárias dominam todo o bairro. Lá a comunidade inteira planta e compartilha os alimentos frescos.
  • Nova York: A Brooklyn Grange é a maior fazenda urbana do mundo, e consiste em um projeto de hortas urbanas. 

Em dois prédios comerciais nos bairros Queens e Brooklyn existem canteiros onde são cultivados legumes, verduras, frutas e ervas.

Os alimentos posteriormente são vendidos a restaurantes locais ou comercializados como uma espécie de “cesta básica orgânica” para famílias.

  • Hong Kong Value Farm: Na China existe uma horta urbana comunitária dentro de uma antiga fábrica de vidro que oferece à comunidade alimentos variados como frutas, legumes e tubérculos, de forma gratuita.
  • Inglaterra: Em Todmorden, na Inglaterra, a horta comunitária intitulada The Incredible Edible Todmorden, alimenta os habitantes de graça, com cultivos em espaços públicos da cidade.
  • Rio de Janeiro: O projetos Horta de Manguinhos é a maior horta urbana da América Latina.

Produz cerca de 2 toneladas de alimentos orgânicos por mês que alimentam mais de 800 famílias de forma gratuita. 

Interessante destacar que o projeto funciona desde 2013 em um terreno que antes abrigava uma cracolândia.

Por fim, no Japão, mais precisamente, em Tóquio, dentro das estações de trem, funciona o projeto Sodarofarm, que conta com cinco pomares. 

O objetivo é que os passageiros possam subir no telhado para ver as hortas, enquanto aguardam os trens, porém também estão abertas para o público geral.

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