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Economia do cuidado: uma necessidade que cresce nas cidades inteligentes

por ANAFISCO

A economia do cuidado, essencial para a estruturação de sociedades equilibradas e justas, enfrenta desafios significativos nas dinâmicas urbanas modernas, especialmente em cidades inteligentes. Essa tarefa, predominantemente assumida por mulheres, abrange atividades como o cuidado com crianças, idosos, e pessoas com necessidades especiais. 

Frequentemente, essas responsabilidades impactam negativamente a trajetória profissional das cuidadoras, limitando suas oportunidades de emprego e progresso na carreira. Assim, a necessidade de reconhecer e precificar adequadamente o trabalho de cuidado não é apenas uma questão de justiça social. É também um componente vital para o desenvolvimento sustentável de cidades inteligentes.

A desvalorização do trabalho de cuidado

Ele ainda é visto como uma obrigação “natural” ou inerente às mulheres, sem reconhecimento econômico apropriado. Esse cenário perpetua uma desigualdade de gênero, restringindo o potencial econômico das mulheres e limitando seu desenvolvimento profissional. 

Cidades inteligentes, com foco na inovação e sustentabilidade, devem integrar políticas que reconheçam e valorizem o cuidado como uma profissão crucial para a manutenção da qualidade de vida urbana.

Políticas públicas em cidades inteligentes

Para transformar esse panorama, é imperativo que prefeitos e gestores municipais desenvolvam e implementem políticas públicas eficazes. Tais políticas deveriam incluir a criação de serviços de cuidado subsidiados pelo estado, a formação de profissionais qualificados na área do cuidado e sistemas de certificação que assegurem uma remuneração justa e digna para os cuidadores. 

Além disso, é fundamental que haja uma maior flexibilização das jornadas de trabalho, permitindo que cuidadores possam conciliar suas carreiras com as responsabilidades do cuidado doméstico.

Educação e capacitação para o cuidado

Outra frente importante é a educação e capacitação tanto de cuidadores quanto da população em geral. Cidades inteligentes devem promover programas de formação que preparem profissionais para atender às exigências desse setor, bem como campanhas de conscientização sobre a importância do cuidado e o reconhecimento de seu valor. 

Enfim, essas iniciativas podem ajudar a alterar percepções tradicionais e a promover uma maior valorização do cuidado na sociedade.

Impacto no desenvolvimento urbano

O reconhecimento adequado da economia do cuidado também tem implicações diretas no planejamento e no desenvolvimento urbano das cidades inteligentes. Ao integrar o cuidado como parte essencial da infraestrutura social, municípios podem melhorar a qualidade de vida de seus habitantes. Assim, promovendo uma comunidade mais inclusiva e resiliente.

A economia do cuidado nas cidades inteligentes exige uma abordagem holística e multifacetada que reconheça o valor deste trabalho essencial. É crucial que políticas públicas adequadas sejam implementadas para garantir que o cuidado seja devidamente valorizado e remunerado, assegurando uma sociedade mais justa e equitativa para todos.

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