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Bitcoin não tem capacidade para virar rede de pagamentos, diz chefe da FTX

por ANAFISCO

A criptomoeda mais famosa do mundo, o Bitcoin, não tem a capacidade para se tornar a rede de pagamentos do futuro.

Ao menos é o que disse Sam Bankman-Fried, fundador da bolsa de criptoativos FTX, na última segunda-feira, de acordo com o Financial Times.

O bilionário disse ao jornal britânico que, para que o universo cripto pudesse evoluir para um verdadeiro sistema de pagamentos, seria necessária a adoção de uma rede “proof of stake”.

Essa rede, basicamente, permitiria que os seus participantes pudessem comprar tokens que os permitissem o acesso. Dentro dessa lógica, quanto mais tokens o participante tiver, tanto mais ele poderá minerar.

Uma rede “proof of stake” é tida como mais barata e mais eficiente em termos energéticos.

No entanto, a rede do Bitcoin utiliza o método conhecido como “proof of work” para validar as transações e adicionar novos blocos ao blockchain. Isso acaba tornando a infraestrutura do Bitcoin não só antiquada, como também ineficiente e com altos custos ambientais.

Já a rede Ethereum, que opera a segunda maior criptomoeda do mundo por capitalização de mercado, tem dados passos significativos para adotar esse método mais eficiente.

Embora tenha demonstrado ceticismo em relação ao Bitcoin como uma rede de pagamentos, o chefe da FTX não exclui integralmente a criptomoeda do cenário futuro. Para ele, o Bitcoin ainda pode ter um futuro como um ativo, uma commodity ou uma reserva de valor, a exemplo do ouro.

Cenário para o Bitcoin

Atualmente, o mercado de criptomoedas está derretendo, em meio a um clima generalizado de pessimismo e um receio cada vez mais crescente de uma recessão global.

A inflação mundial persistente e os gargalos nas cadeias de fornecimento têm azedado os mercados financeiros, especialmente em virtude da sinalização de bancos centrais de economias desenvolvidas no sentido do aumento das taxas de juros.

Esse clima faz com que ativos de risco sofram um desinvestimento, tendo em vista o menor apetite por parte dos investidores. Naturalmente, as criptomoedas acabam sendo afetadas de forma mais perceptível, por se tratar de um mercado mais volátil e bastante arriscado.

Especificamente em relação ao Bitcoin, a criptomoeda bateu o seu menor nível desde dezembro de 2020, com a queda sendo alimentada pelo desatrelamento entre a stablecoin algorítmica TerraUSD e o dólar americano.

A FTX é uma das maiores exchanges globais de criptomoedas do mundo, avaliada em fevereiro na casa dos U$ 32 bilhões. Já o seu chefe tem um patrimônio estimado em U$ 21 bilhões, segundo a revista Forbes.

Fonte: Grupo Editores do Blog.

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