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Além da inteligência artificial: O próximo passo da tecnologia já tem nome e se chama BCI

por ANAFISCO

Este ano a grande novidade tecnológica que vem ganhando milhões de adeptos ao redor do globo é a inteligência artificial. Antes “limitada” ao chatGPT, hoje temos dezenas de produtos que já fazem essa função. A IA foi adicionada ao Bing, buscador da Microsoft; o Google lançou o Bard; e temos outras IA’s generativas que criam não apenas texto, mas imagens, vídeos e até mesmo música.

Sendo assim, aproveitamos a nova era da tecnologia, mas ficam as perguntas. Tem mais algo para inventar? Virá algo após isso?

A resposta não poderia ser outra a não ser um sonoro ‘Sim!’. E a tecnologia que iremos abordar já está entre nós em período de teste e logo mais estará no mercado. Será o próximo passo da evolução humana, o BCI ou Brain-Computer Interface.

A nova tecnologia

Antes de mais nada, o que seria isso? BCI, sigla para Brani-computer Interface é traduzida como Interface cérebro-máquina e consiste em pesquisas para desenvolvimento de tecnologia que são controladas pela mente. Sim, é isso que você leu.

Interface Cérebro-máquina (BCI): Na encruzilhada da neurociência e da tecnologia, o conceito de Interfaces Cérebro-máquina (BCIs) surgiu como uma inovação revolucionária que permite a comunicação direta entre o cérebro humano e dispositivos externos.

Os BCIs preenchem a lacua entre os intrincados sinais neurais do cérebro e o mundo digital, oferecendo um potencial sem precedentes para aplicações médicas, comunicação e aprimoramento cognitivo.

Estágio Atual de Pesquisa e Recursos: A tecnologia BCI evoluiu significativamente nas últimas décadas. Os pesquisadores desenvolveram várias abordagens, incluindo métodos invasivos que envolvem a implantação de eletrodos diretamente no cérebro, bem como técnicas não invasivas que usam sensores externos para detectar a atividade cerebral.

Embora os BCIs invasivos ofereçam maior precisão, eles apresentam riscos cirúrgicos. Por outro lado, BCIs não invasivos, como fones de ouvido de eletroencefalografia (EEG), são mais fáceis de usar, mas podem ser limitados em sua precisão.

BCI no dia a dia

Graças aos avanços em neurociência e engenharia, há um crescente corpo de pesquisa dedicado a melhorar os recursos do BCI. Universidades, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia estão investindo recursos para refinar a detecção de sinais, decodificar padrões neurais e aprimorar a experiência do usuário.

As iniciativas de código aberto também contribuíram para a democratização da pesquisa BCI, tornando os recursos mais acessíveis à comunidade científica, em geral.

Implicações para aplicações do mundo real: as aplicações potenciais de BCIs são vastas e transformadoras. No campo médico, os BCIs são promissores para indivíduos com deficiência, permitindo que eles recuperem o controle motor ou até mesmo se comuniquem apenas através do pensamento.

Essa tecnologia pode revolucionar a reabilitação, oferecendo esperança aos afetados por paralisia ou distúrbios neurológicos.

As interfaces cérebro-máquina (BCIs) emergiram como um caminho promissor no campo do tratamento psicológico, com o potencial de transformar a maneira como os transtornos de saúde mental são compreendidos e gerenciados. Ao interagir diretamente com a atividade neural do cérebro, os BCIs oferecem uma oportunidade única de obter insights sobre o intrincado funcionamento da mente humana.

Essa tecnologia tem se mostrado particularmente promissora em condições como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT). Por meio do monitoramento e análise em tempo real dos padrões neurais, os BCIs podem fornecer aos médicos dados objetivos sobre os estados emocionais de um paciente, processos cognitivos e até mesmo a eficácia das intervenções terapêuticas.

Esse feedback objetivo pode ajudar a adaptar os planos de tratamento, otimizar as técnicas terapêuticas e acompanhar objetivamente o progresso ao longo do tempo. Embora ainda em seus estágios iniciais, a integração dos BCIs no tratamento psicológico exemplifica a interseção da neurociência e da saúde mental, oferecendo um vislumbre de um futuro em que abordagens personalizadas e baseadas em dados podem revolucionar o campo da terapia psicológica.

Além da medicina, os BCIs podem redefinir a interação humano-máquina. Imagine digitar um e-mail ou controlar um dispositivo doméstico inteligente simplesmente pensando. Isso pode melhorar a acessibilidade para indivíduos com limitações de mobilidade e abrir novos caminhos para experiências imersivas de realidade virtual.

No entanto, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades. As considerações éticas são grandes, abrangendo questões de privacidade, segurança de dados e potencial uso indevido. As BCIs envolvem o acesso direto aos pensamentos e emoções de alguém, levantando preocupações sobre acesso não autorizado, roubo de identidade e potencial exploração de informações pessoais.

Concluindo: as Interfaces Cérebro-máquina estão no limiar de uma mudança revolucionária. Embora um progresso significativo tenha sido feito, a tecnologia ainda está evoluindo e os desafios ainda precisam ser resolvidos. À medida que viajamos para este território desconhecido, as implicações éticas, sociais e tecnológicas das BCIs continuarão a moldar o discurso em torno deste avanço inspirador.

Fonte: https://www.moneytimes.com.br/alem-da-inteligencia-artificial-o-proximo-passo-da-tecnologia-ja-tem-nome-e-se-chama-bci/

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