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5 conceitos para melhorar a gestão pública no Brasil

por ANAFISCO

Há uma série de gargalos na administração pública que, ano após ano, ainda se mantém e oneram a capacidade dos municípios e outros entes federativos de se ‘organizarem’. Mas, afinal, como melhorar a gestão pública no Brasil? O desafio, apesar de difícil, é bem viável de ser superado.

Isso porque há uma variedade de especialistas, das mais diferentes áreas e com uma infinidade de conceitos, que apontam que a eficiência da máquina está mais em como os processos são feitos do que nos resultados que são apresentados.

Traduzindo, é preciso que a tomada de decisão seja realmente aplicada quando há a possibilidade, mesmo que não haja uma mudança na legislação, por exemplo.

Pensando nisso, trazemos este artigo completo elencando os cinco conceitos que ajudarão a melhorar a gestão pública no Brasil de forma eficiente, prática e, claro, que atenda a demanda de toda a população.

1. Gestão transparente

Uma das grandes dificuldades encontradas no gerenciamento público, desde as primeiras organizações políticas, é a transparência. Uma gestão pública deve partir desse pressuposto: transparente e que mostre como os gestores estão atuando.

Isso porque a transparência atinge algo muito latente no Brasil: a corrupção e a centralização de poder em alguns grupos políticos, como contratos pouco ou nada ortodoxos que vemos entre prefeitos e empresas aliadas.

Outro ponto é que isso permite, também, que haja uma avaliação de como os gestores estão atuando. Às vezes, o problema não é a corrupção, mas a má gerência. A gestão transparente, dessa forma, torna-se um ‘imunizante’ contra os mais diferentes problemas que não ficam evidenciados em administrações fechadas.

2. Criar, respeitar e cumprir o planejamento

Campanhas eleitorais são um dos melhores exemplos do problema direcional da administração pública brasileira: uma série de promessas, objetivos e metas que não são cumpridos quando o gestor chega até o cargo que almeja. O resultado? Gestão ineficaz.

Não é curta e nem menos escassa a literatura que aponta que o planejamento é a pedra angular de uma boa gestão. No Brasil, contudo, isso deixa de ser um objetivo, sendo delegada para cumprimento de agendas políticas e interesses de aliados muitas vezes.

Nesse ínterim é preciso criar indicadores que sejam realistas e direcionem o gestor. A partir daí, realizando um planejamento a ser seguido, ele precisa ser respeitado e cumprido.

Uma analogia nos permite entender esse ponto: não há como chegar de ponto A ao ponto B se o caminho não é seguido – ou nos perdemos, ou chegamos a outro local completamente diferente.

3. Priorizar objetivos comuns e o cidadão

Quem não conhece uma pessoa que ao buscar abrir uma empresa que precisa de algumas licenças específicas, por exemplo, parou na burocracia e falta de sinergia entre as esferas municipais, estaduais e federais? Isso é um caso gritante de como a gestão pública brasileira precisa repensar a forma como prioriza o cidadão.

Ou seja: em situações que demandem uma maior atenção, deve-se criar mecanismos para que isso não impeça que a inovação – talvez a necessidade que mais urge no nosso país – seja freada por questões de distanciamento entre governos, que precisam sair da prefeitura e chegar à União.

A atuação conjunta dos diversos entes e a prioridade ao cidadão, que pode ser um diferencial para a própria gestão pública, confabula como os diferenciais dos governantes. Desde que, é claro, sejam respeitadas as questões jurídicas que envolvem processos do gênero.

4. Eficiência e simplicidade na gestão

É claro que a burocracia não ficaria de fora. Nós, brasileiros, nos reconhecemos como os mais burocratas do mundo. E, que pese alguns países com controle mais rígido do próprio governo, não estamos errados. Invariavelmente a eficiência e simplicidade na gestão pública são caminhos naturais para uma melhora assertiva.

Aí entra, também, o papel que um gestor terá frente a esse processo. Muitas tomadas de decisões que poderiam fazer toda a diferença não são feitas pelo receio (e mais que justo), de que órgãos de fiscalização e controle reprovem contas ou encontrem problemas gerenciais.

Em resumo, o resultado deixou de ser o principal ponto, em que como se chega lá é a prioridade – tudo envolto de uma nuvem burocrática, pouco eficaz e nada simples. Assim, órgãos de controle precisam não apenas parar de perseguir boas práticas de gestão, como incentivá-las como exemplo a outros pares.

5. Formações de base

Para fechar, a educação e formação não apenas de gestores, mas de administradores e servidores da esfera pública precisa ter uma aproximação maior. O objetivo, aqui, é que todos entendam os processos de outros profissionais da vida pública, sabendo como é benéfica a atuação conjunta.

O processo, obviamente, é gradual e linear: o início precisa unir escolas de governo para que, na posterioridade, as atualizações sejam voltadas a uma visão espacial das demandas.

Para fechar, melhorar a gestão pública no Brasil precisa que todos reconheçam a importância dos diferentes mecanismos processuais de governo, sejam das áreas mais distantes possíveis.

Assim, todos podem (e devem), pensar conjuntamente como melhorar os aspectos gerenciais públicos brasileiros. Afinal, como diz o ditado: Duas cabeças pensam melhor que uma.

Fonte: Grupo Editores do Blog.

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